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"Saúde   no   corpo,     paz   no   espírito,     amor   no   coração,     para   todos   os   meus   irmãos."

Saúde
Por trás de todas as coisas ruins que fazemos para o nosso corpo — exagerando na comida, na bebida, no cigarro e no estresse — há duas idéias contraditórias que trazemos conosco desde a infância. Por um lado, pensamos que somos indestrutíveis. Por outro, achamos que qualquer dano imposto aos nossos frágeis sistemas biológicos poderá ser revertido mais tarde, quando finalmente decidirmos que chegou a hora de entrar nos eixos. Se nossa imagem no espelho não serve de prova contra a primeira presunção, então espere mais um pouco. Ou compare as formas humanas ideais representadas nas estátuas gregas com as das pessoas que hoje desfilam pelos parques, lanchonetes ou sorveterias. E o que dizer da segunda idéia? E se comermos direito, entrarmos em forma, abandonarmos os maus hábitos e passarmos a tratar nosso corpo como um templo, como se dizia antigamente? Tarde demais? Se começarmos agora, poderemos consertar o estrago? Para surpresa de muitos, isso é possível. Pesquisas realizadas nos últimos cinco anos comprovaram que mesmo os moleirões de uma certa idade podem dar uma guinada na vida. A conclusão animadora é que o corpo humano tem uma habilidade extraordinária de se recuperar, contanto que o dano não seja muito extenso. Os efeitos prejudiciais de alguns hábitos podem demorar mais para ser sanados. Mas outros, como os danos causados ao sistema circulatório, podem ser mais facilmente revertidos. “A partir do momento em que se decide mudar de atitude e de estilo de vida, essas mudanças passam a fazer diferença”, explica Jeffrey Koplan, diretor dos Centros de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. “Talvez não se sinta imediatamente. É como pisar nos freios: percorre-se uma certa distância até que o carro pare.” A vantagem é que essa distância pode ser bem curta. Veja a seguir algumas das mais recentes conclusões de pesquisas médicas: Em um estudo publicado no Journal of the American Medical Association no mês passado, os pesquisadores concluíram que as mulheres que consomem o equivalente a 225 gramas de peixe por semana reduzem quase pela metade o risco de derrame. Exames laboratoriais revelam que uma dieta rica em frutas, legumes e fibras altera a resposta do organismo à insulina em duas semanas, ajudando a diminuir quase que imediatamente o risco de diabetes. Não seria ótimo se existisse uma dieta milagrosa ou uma panacéia que prevenisse todos os problemas? Infelizmente, para reverter o estrago causado por maus hábitos durante toda a vida é preciso aprender — e manter — uma série de novos hábitos saudáveis. Mesmo pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. Por muitos anos se acreditou que baixar o nível de colesterol ajudaria a reduzir o risco de ataque cardíaco, causado pelo entupimento das paredes das artérias. Diminuir o colesterol não muda muito o tamanho das placas. Mas faz com que elas fiquem menos reativas, reduzindo as chances de que se rompam. Da mesma forma, até mesmo uma diminuição discreta na pressão arterial reduz o risco de rompimento das placas e, conseqüentemente, de se ter um ataque do coração ou um derrame cerebral. “Não se trata apenas de viver um dia a mais”, diz James Cleeman, coordenador do Programa Nacional de Educação sobre Colesterol. “Evitar derrames e ataques cardíacos garante melhor qualidade de vida.” Então, por onde começar? Na verdade, não importa. Uma coisa leva a outra. Fazer mais exercícios pode estimular uma alimentação mais saudável. Uma pequena modificação aqui, outra ali e acabamos nos dando conta de que nosso estilo de vida mudou. É bem verdade que não ficaremos imunes a tudo nem podemos esperar muito tempo para começar. Mas jamais saberemos o quanto se pode reverter se não tentarmos. Paulo Eduardo Passos de Paula, empresário e presidente da ABIANI

Proposta Luz da Floresta

   Não são apenas os rios e as florestas, a atmosfera e os mares. Não são apenas os animais, as aves, os peixes e os insetos. A própria vida humana está ameaçada no planeta. Embora de maneira sutil, o ser humano está sendo agredido com a mesma violência. E num ponto extremamente vital: sua alimentação. Especialmente nos países industriais, onde o artificialismo e o processamento químico dos alimentos atingem índices alarmantes.
   Felizmente, o alerta chegou a tempo. Hoje, no mundo inteiro, cresce o número de médicos e especialistas que atribuem a origem da maioria das doenças degenerativas à alimentação incorreta. Da simples prisão de ventre ao câncer de cólon, dos distúrbios hepáticos às cardiopatias, do excesso de peso à arterioscerose, uma grande parcela de culpa recai sobre a dieta alimentar. Principalmente nas classes mais abastadas, onde o consumo de gorduras saturadas de origem animal, de amidos e de polissacarídeos é compulsivo e exagerado. Com o agravante de que essas mesmas pessoas são as mais sedentárias. Como este é um hábito social, ditado pelas normas de convivência do que pela vontade do indivíduo, sua correção se torna difícil. São os jantares, os coquetéis, os restaurantes, os compromissos. os negócios e a vida afetiva movidos a calorias.
Aí entra a proposta Luz da Floresta: introduzir de maneira não radical, alimentos ricos em fibras e elementos naturais orgânicos na alimentação diária. Alimentos elaborados com açúcar mascavo, farinhas e grãos integrais, óleo vegetal, água natural de fonte, legumes e verduras orgânicas e sal marinho. Dieta complementar, dose diária de natureza integral, garantia de uma vida longa e saudável.
Este é o nosso princípio: um retorno à sabedoria da natureza, à integridade primordial, sem abdicar dos prazeres, comodidades e compromissos que a vida moderna proporciona e exige.


Quefir e salada de fruta com granola
Café da Manhã
Horta orgânica