Proposta Luz da Floresta
Não são apenas os rios e as florestas, a atmosfera e os mares. Não são apenas os animais, as aves, os peixes e os insetos. A própria vida humana está ameaçada no planeta. Embora de maneira sutil, o ser humano está sendo agredido com a mesma violência. E num ponto extremamente vital: sua alimentação. Especialmente nos países industriais, onde o artificialismo e o processamento químico dos alimentos atingem índices alarmantes. Felizmente, o alerta chegou a tempo. Hoje, no mundo inteiro, cresce o número de médicos e especialistas que atribuem a origem da maioria das doenças degenerativas à alimentação incorreta. Da simples prisão de ventre ao câncer de cólon, dos distúrbios hepáticos às cardiopatias, do excesso de peso à arterioscerose, uma grande parcela de culpa recai sobre a dieta alimentar. Principalmente nas classes mais abastadas, onde o consumo de gorduras saturadas de origem animal, de amidos e de polissacarídeos é compulsivo e exagerado. Com o agravante de que essas mesmas pessoas são as mais sedentárias. Como este é um hábito social, ditado pelas normas de convivência do que pela vontade do indivíduo, sua correção se torna difícil. São os jantares, os coquetéis, os restaurantes, os compromissos. os negócios e a vida afetiva movidos a calorias. Aí entra a proposta Luz da Floresta: introduzir de maneira não radical, alimentos ricos em fibras e elementos naturais orgânicos na alimentação diária. Alimentos elaborados com açúcar mascavo, farinhas e grãos integrais, óleo vegetal, água natural de fonte, legumes e verduras orgânicas e sal marinho. Dieta complementar, dose diária de natureza integral, garantia de uma vida longa e saudável. Este é o nosso princípio: um retorno à sabedoria da natureza, à integridade primordial, sem abdicar dos prazeres, comodidades e compromissos que a vida moderna proporciona e exige. Di Paula, empresário e industrial do ramo alimentício, diretor de cinema e teatro e Presidente, durante 14 anos, da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Naturais e Integrais, que divulga a necessidade de mudança de hábitos para uma melhor qualidade de vida. Saúde Brasileira
A alimentação nesta etapa pós-industrial de crise e recessão econômica, é altamente nociva e deficiente. A população tende a satisfazer esta instância básica de maneira descomprometida com sua própria necessidade vital, desconhecendo que como ser humano, deve atender em forma primordial sua própria fonte energética, brindando-lhe o balanço necessário de nutrientes adequados e suficientes. Esta falta de consciência é resultado da vertiginosidade dos tempos em que vivemos e o alheamento das pessoas de suas necessidades vitais. Produzir uma revolução na alimentação do país, transformar os hábitos nocivos numa cultura alimentícia ecológica não é um empreendimento fácil e nem a curto prazo. É necessário um minucioso trabalho que comece já, e da união de forças de empresas e pessoas interessadas em melhorar a qualidade de vida da população. Promover estudos, pesquisas, programas, atividades, etc. é o caminho iniludível que estamos obrigados. Temos como fundamento o de unir e somar os esforços individuais para uma operação efetiva e funcional na transformação alimentícia. O consumismo como hábito incorporado e inconsciente desvia a atenção das pessoas à aquisição de bens e alimentos supérfluos, que nada vitalizam a sua capacidade e desenvolvimento. Esta é a tarefa que devemos avocar se nos colocarmos com seriedade e responsabilidade no lugar que efetivamente ocupamos na sociedade. Se somos capazes de visualizar a fragmentação e a marginalidade que existem atualmente em nosso país, tomaremos consciência que é muito longo o caminho para mudança e muito pouco o tempo para produzi-la. De Paula, empresário e industrial do ramo alimentício, diretor de cinema e teatro e Presidente, durante 14 anos, da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Naturais e Integrais, que divulga a necessidade de mudança de hábitos para uma melhor qualidade de vida. Hábitos Saudáveis
Freqüentemente os meios de comunicação social abordam a dramática situação da saúde no Brasil, enfatizando, muitas vezes, o caso das enfermidades do Terceiro Mundo, que se disseminam com perigosa desenvoltura. A meu ver, no entanto, tais abordagens acabam por subestimar o alcance que hoje possuem na realidade brasileira os males crônico-degenerativos, ditos de Primeiro Mundo, como o câncer, o diabetes e os males cardíacos. Sem qualquer intenção de voltar as costas para as "doenças miseráveis", que obviamente expressam a escandalosa crise social brasileira, gostaria de demonstrar, ainda que sucintamente, a dimensão que entre nós assumem as chamadas enfermidades de Primeiro Mundo. Para ter-se uma idéia do seu impacto e, empregando sempre dados do Ministério da Saúde, de 2000, atentemos para o fato de que, das 900 mil mortes anuais no Brasil, 28% (isto é, pouco mais de 249 mil) ocorrem por males cardiovasculares, enquanto que 100 mil dos óbitos ocorrem por variados tipos de câncer. O Brasil ostenta 5 milhões de diabéticos, 12 milhões de hipertensos e 27 milhões de pessoas com excesso de peso. Somente as doenças crônico-degenerativas são responsáveis por 25% das internações hospitalares no Brasil, consumindo com isso recursos na ordem de US$ 500 milhões. Considerando o uso de materiais especiais, próteses e assistência ambulatorial, o gasto com tal tipo de doença alcança US$ 1 bilhão. Segundo estimativas oficiais, somente essas enfermidades consumiram, no Brasil, um milhão e trezentos mil anos de vida. O fato beira ao escândalo, se considerarmos a repercussão econômica e social e a dimensão humana de tais perdas. Vê-se, portanto, que é amplo e oneroso o universo da ocorrência das doenças crônico-degenerativas no Brasil. Sua convivência com as chamadas "doenças miseráveis", terceiro mundistas, quase todas eliminadas nos países ricos, decorre da brutal deformação estrutural que mutilou o desenvolvimento econômico e social brasileiro, criando, simultaneamente, zonas de uma abastança próxima ao Primeiro Mundo, ao lado de regiões miseráveis que já atingem a fronteira de um Quarto Mundo. O Brasil não pode fechar os olhos a nenhuma delas e deve avançar na constituição de um projeto nacional capaz de reduzir, tanto quanto possível, as enormes distâncias sociais. No tocante às doençascrônico-degenerativas, segundo o Ministério da Saúde, a prevenção e cura estão essencialmente ligadas a hábitos como alimentação e atividades físicas, para cuja implementação não se exigem gastos significativos. Considere-se que a diminuição da incidência dessas enfermidades permitiria o melhor redirecionamento dos recursos públicos da saúde, carreando-os dos custosos processos de cura das doenças crônico-degenerativas para as da área básica, fortalecendo a possibilidade de erradicar do Brasil os males terceiromundistas. Hábitos mais saudáveis, no entanto, implicam processos massivos de educação, amplas campanhas de esclarecimento. O desafio pertence ao conjunto da sociedade, através das suas várias instâncias organizadas, a começar pelos meios de comunicação, com seu largo poder de convencimento. Afinal, é enorme a responsabilidade social da imprensa. É de se repetir que a redução da incidência das doenças crônico-degenerativas não apenas defenderá a saúde de milhões de brasileiros, como possibilitará a transferência de ponderáveis recursos para as áreas básicas cujas deficiências ameaçam a vida de outros milhões de compatriotas. Se a atuação dos meios de comunicação social e da indústria , se somassem ao das autoridades educacionais e da saúde pública, nos três níveis de governo, as instâncias legislativas, os organismos representativos de classe, num esforço conjunto para redirecionar os hábitos da população para padrões mais aceitáveis, já teríamos cumprido um passo decisivo para a melhoria da saúde dos brasileiros. De Paula, empresário e industrial do ramo alimentício, diretor de cinema e teatro e Presidente, durante 14 anos, da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Naturais e Integrais, que divulga a necessidade de mudança de hábitos para uma melhor qualidade de vida. Comer menos aumenta tempo de Vida
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, anunciam na revista “Nature”, uma proeza: a descoberta do mecanismo bioquímico Sir2. Eles revelaram que a proteína impede a superutilização dos genes e que aumenta quando o alimento é pouco. O regime de restrição calórica constitui o único método comprovado para prolongar a duração da vida. Funciona com micróbios (levedura), moscas (drosófila), vermes (C. elegans), roedores e até, aparentemente, primatas. A equipe de Leonard Guarente parece estar numa pista promissora para entender os mecanismos básicos do envelhecimento. Como em tudo na pesquisa biológica atual, os genes estão diretamente envolvidos. Para poder funcionar, cada célula – seja de levedura, verme ou ser humano – precisa usar as receitas de proteínas guardadas nos genes. A coisa se resume num paradoxo: células e organismos precisam usar os genes para viver, mas, quanto mais usam os genes, mais aceleram a morte. Isto tudo, claro, se não existisse Sir2. Esta proteína transforma o cromossomo numa fortaleza quase inexpugnável, impedindo que seja desenrolado e lido. A façanha ocorre porque o Sir2 tem grande afinidade com um dos pontos vulneráveis da cidadela genética, as histonas. Esses discos de proteínas funcionam como carretéis, em torno dos quais se enrola o DNA. Como no caso de uma ponte levadiça, sua desativação dá acesso ao castelo. Com Sir2 montando guarda sobre as histonas, a fortaleza se isola e os genes são silenciados. Os telômeros não se desgastam, surgem menos círculos de DNA, a cromatina permanece firme. O experimento de Guarente mostrou, ainda, que o nível de Sir2 nas células é inversamente proporcional ao seu consumo de energia. Quanto mais alimento é consumido para gerar energia, inundando a célula de radicais livres, menos sir2 está disponível. A intermediação, verificou a equipe do MIT, é feita por uma espécie de molécula-sensor, a NAD. Como está diretamente envolvida na produção de energia, quando cai o consumo (restrição calórica) sobra mais NAD no meio celular, o que estimula a produção de Sir2 e põe mais mordaças nos genes. |
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