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"Compreender esta Luz Que me vem todos os dias, E buscar a Essência, Do me Eu com as Estrelas."

O Insconsciente e a vida interior
    A vida interior é a vida secreta que todos levamos, dia e noite, em companheirismo constante como o nosso inconsciente. Quando a vida humana está equilibrada, a mente consciente e o inconsciente vivem em ligação. Há um fluxo constante de energia e informação entre os dois níveis, quando eles se encontram na dimensão do sonho, da visão, do ritual e a experiência religiosa.
    Na sociedade ocidental agimos como se não existisse o inconsciente, como se pudéssemos viver vidas completas fixando-nos totalmente no mundo exterior, material. Tentamos nos relacionar com todos os assuntos da vida através de medidas externas - conseguindo mais dinheiro, tornando-nos mais poderosos, arranjando um caso amoroso ou "realizando alguma coisa" no mundo material.
    Jung observou que a maioria das neuroses, o sentimento de fragmentação, o vazio, a falta de significadoda vida moderna, resultam do isolamento do ego em relação ao inconsciente. Nosso isolamento do inconsciente resulta na perda de nossa vida religiosa, pois é no inconsciente que encontramos nossa concepção individual de Deus e de nossas entidades divinas. A função religiosa - essa procura inata de significado e experiência interior - é cortada da vida interior. Percebemos que conhecemos a nós mesmos completamente e desenvolver todas as forças que estão dentro de nós é uma tarefa para a vida inteira, o que temos é riqueza suficiente.
    O processo de construir a nós mesmos, e nos tornarmos completos também revela nossa estrutura especial, individual. Uma vez que nos sentimos mais seguros como indivíduos, mais completos em nós mesmos, é também natural que procuremos os caminhos que nos fazem semelhantes aos nossos companheiros humanos - valores, interesses e qualidades essenciais que nos une à tribo humana.



Neuroteologia
   Pesquisadores suecos relataram que a exposição do cérebro a um nível baixo de magnetismo não induz experiências espirituais. Mesmo que o magnetismo não possa estimular o "ponto de Deus" no cérebro, o debate continua sobre a importância de estudar o lado científico da experiência religiosa.
   Neuroteólogos sempre foram instigados pelo lóbulo temporal do cérebro, frequentemente chamado "o ponto de Deus." David Hogue, um psicólogo pastoral do Garret-Evangelical, disse que atribuir as experiências religiosas a uma função cerebral ao invés de a outros aspectos da psicologia humana é provavelmente uma visão míope do alvo.
   "Cada vez mais eu estou convencido de que experiências rotuladas como "espirituais" contam com as mesmas estruturas cerebrais de experiências comuns cotidianas, como a memória e a imaginação, apesar de essas experiências serem utilizadas de maneiras que as elevam para além do ordinário. É possível que não exista um "ponto de Deus" no cérebro cuja única função seja espiritual," disse Hogue. Pelo contrário, é provável que haja múltiplas redes em uso comum que são ativadas de maneiras particularmente poderosas."
   Ao invés de usar campos magnéticos fortes que poderiam causar algo tão forte como um ataque epiléptico, o que em retorno induziria uma experiência mística, ambos os grupos usaram específicas doses baixas de magnetismo. "É como abrir a porta com a chave ao invés de arrombá-la com um chute," disse Persinger.
   O neurocirurgião Persinger e Granqvist concordaram que mais pesquisa seria necessário para definer melhor o que está acontencendo no cérebro. Persinger disse que seus experimentos não são falhos em encontrar um fenômeno espriritual por si mesmo. "Se você usa pessoas que são extremamente religiosas e extremamente atéias , todas elas relatam uma presença, mas elas a interpretam de maneiras diferentes. A pessoa extremamente atéia diz, "Sim, é o meu cérebro fazendo isso.' As pessoas intensamente religiosas dizem 'Sim, você pode afetar o "ponto de Deus.'" Os tipos que crêem em bruxaria dizem, 'Eu contatei espiritos,' Persinger disse. Eles explicaram a experiência de acordo com sua cultura." O contexto cultural é a peça mais importante da pesquisa neuroteológica. "Se você diz que essas experiências não são nada além de função cerebral, você não é um neuroteólogo real," ele disse. "Você deve ver o experimento dentro do contexto de princípios religiosos e ideais filosóficos."
   Julia C. Keller é editora de ciência da Science & Theology News.



Subconsciente
   O subconsciente ocupa 80% da mente e ele executa todas as ordens que enviamos para ele através de nossos pensamentos. Ele não questiona se o que enviamos para ele através dos pensamentos é bom ou não para nós. Através dos pensamentos determinamos o que sentimos e como vemos o mundo. Portanto, é muito importante reprogramar o subconsciente; limpar os condicionamentos, informações, experiências anteriores e emoções que estão armazenadas e que impedem de sermos mais felizes, saudáveis e autênticos. Através do relaxamento profundo e meditação podemos desenvolver as potencialidades do subconsciente e purificar os padrões mentais.
   Pratique diariamente alguns minutos de relaxamento. Deite-se confortavelmente, feche os olhos e relaxe todo o seu corpo, sentindo-o da cabeça aos pés. Se quiser, pode ouvir uma música bem relaxante que vai criando ondas alfa, bem tranqüilas em seu cérebro. Não faça nada, apenas permita-se relaxar. Leve sua atenção a cada área de seu corpo alternadamente: cabeça, nuca, rosto, pescoço, ombros, braços, mãos, tronco, costas, quadris, pernas e pés; e vai assim tomando consciência do corpo. Ao mover sua atenção mental pelo corpo, sinta-o relaxando e descansando. Libere conscientemente as tensões que estava carregando. Acompanhe a respiração e deixe que ela se estabilize num ritmo natural e regular. Perceba o movimento do ar entrando e saindo do seu corpo. Sinta que ao expirar, o corpo fica mais pesado, e ao mesmo tempo leve e relaxado. Sinta-se pleno no momento presente. Desfrute desse momento e dessa sensação de paz. Goste de estar em sua própria e boa companhia.
   Quando estiver bem relaxado, pode escolher uma frase de afirmação pessoal, positiva, simples e curta que você gostaria de alcançar em sua vida. O poder da afirmação traz a autocura e vai transformando você para melhor. Nesse estado sereno você pode reprogramar seu subconsciente. Espreguice gostoso. Suspire, boceje. Abra os olhos e leve esse sentimento de tranqüilidade para sua vida diária.
   Depende de nós o que permitimos que a mente pense. A energia positiva de seus pensamentos é como um tratamento. Escolha pensamentos que incentivam, elevam e lhe dão apoio. Pense bem de você mesmo e dos outros e perceba como esta nova atitude traz a tranqüilidade da mente. Mantenha a alegria e serenidade através da gratidão, da despreocupação, da aceitação. Seja gentil e bondoso com você mesmo. Você pode ser mais paciente, compreensivo e sereno. Você merece ser alegre e feliz.



Teoria
   Rupert Sheldrake, biólogo teórico, propõe nova e radical teoria sobre como os arquétipos podem surgir e, com isso, como a natureza humana pode se modificar. Quando um comportamento é repetido número suficiente de vezes, forma "campo morfogenético. Esse campo (denominado "mórfico") tem uma espécie de memória cumulativa baseada no que aconteceu com aquela espécie no passado. Quando aplicamos a nós, a teoria também explica como as mudanças fundamentais (ou arquetípicas) nos seres humanos poderiam ocorrer. No princípio, mudança de atitude ou comportamento é difícil, mas conforme vai crescendo o número de pessoas que mudam, torna-se progressivamente mais fácil para outras pessoas fazerem o mesmo, e não só mudarem por influência direta. A abordagem defendida é muito semelhante à noção junguiana de inconsciente coletivo. A principal diferença é que a idéia de Jung era basicamente aplicada à experiência humana.
    A sugestão é que um princípio muito semelhante atua em todas as partes do universo, não só no reino humano. Ao longo da costa do Japão, os cientistas estudam colônias de macacos habitantes de ilhas isoladas, há mais de trinta anos. Para poder manter o registro dos macacos, eles colocavam batatas doces na praia, para que os animas as comessem. Os macacos saíam das árvores para pegar as batatas e, assim, expunham-se a ser observados com total visibilidade. Um dia, uma macaca de 18 meses chamada Imo começou a lavar a sua batata no mar, antes de comê-la. Podemos imaginar que seu sabor tornava-se assim mais agradável. Imo mostrou aos outros macacos de sua idade e à sua mãe como fazer aquilo; os animais jovens mostraram às próprias mães e, aos poucos, mais e mais macacos passaram a lavar as batatas em vez de comê-las com areia e tudo. Embora isso fosse significativo, o que foi ainda mais fascinante de registrar foi que, quando essa mudança aconteceu, o comportamento dos animais nas outras ilhas também mudou: todos eles agora lavavam suas batatas, e isso apesar do fato de que as colônias de macacos das outras ilhas não tinham tido contato direto com a primeira. A hipótese de Sheldrake nos oferece uma explicação para as mudanças que acontecem numa espécie por meio de atos de indivíduos que, em determinada fase, começam a fazer uma coisa nova.

Intervalo
Jagube Rei
Tarô do Reino